26 de ago. de 2013
25 de ago. de 2013
MOBILIZAR A CATEGORIA PARA ENFRENTAR O GOVERNO TARSO COM NOVOS MÉTODOS DE LUTA!
As
nossas decisões devem partir da realidade concreta, que é o critério da verdade.
Contrariar a realidade é ingenuidade ou oportunismo. Está claro para todos que
a maioria da nossa categoria não atendeu ao chamado para a greve. São vários os
fatores: desconto de salário, descrença na direção do CPERS (em função das
várias greves derrotadas pela burocracia sindical), ausência de trabalho
sistemático na base da categoria, ausência de formação. Esses fatores não devem
ser desconsiderados e também não devem nos desanimar. Devemos responder com
novos métodos de luta, com mobilização e debate permanente com a categoria.
A
proposta de greve tem como objetivo arrancar
o Piso Salarial e derrotar a reforma do ensino médio do governo. A greve,
para ser vitoriosa, deve contar com a participação da maioria da nossa categoria. Com a participação
apenas da vanguarda, já nasce derrotada. É um tiro no pé, pois mostra a nossa
fragilidade frente ao governo e permite que o mesmo imponha novas derrotas e retirada
de direitos. Serve para desanimar, em vez de aumentar a nossa disposição de
luta.
Nós,
da Construção pela Base, propomos acumular forças, criar comissões de
mobilização por escola e região para realizar em larga escala de atos de ruas (estadual,
regionais e municipais), ocupação de praças, promover trancaços de ruas, dando
visibilidade à nossa luta. É necessário construir novos métodos de luta com as
comunidades escolares, que agreguem e motivem os educadores, os estudantes e os
pais, em defesa da educação pública. Utilizar o nosso espaço nas escolas para
dialogar com a categoria e desmascarar a política do governo Tarso/Dilma de
destruição da educação pública, a serviço do Banco Mundial, transferindo os
custos da crise capitalista para os ombros dos trabalhadores. Devemos nos
apropriar do espaço escolar para construir a resistência a esses ataques.
Lutamos por construir um sindicalismo
revolucionário, que rompa com o economicismo, espontaneísmo e aventureirismo
das burocracias sindicais encasteladas nos sindicatos. É preciso avaliar as
nossas ações com seriedade, levando em conta a realidade. É preciso saber
desconstruir a lógica burocrática, sempre fora da realidade, tanto quando deixa
de chamar as mobilizações no momento certo, quanto quando chama greves
ignorando a correlação de forças, para se autopromover.
CRIAÇÃO DE
FUNDO DE GREVE PERMANENTE!
DIALOGAR COM
A CATEGORIA RUMO A UMA LUTA CONSEQUENTE CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO TARSO!
A criação
de um FUNDO DE GREVE PERMANENTE é
uma condição indispensável para que as nossas greves e paralisações sejam
vitoriosas, respondendo ao medo da categoria ao corte do ponto e desconto dos
salários. A criação de fundos de greve faz parte da história das lutas dos
trabalhadores desde o século XIX. Essas experiências garantiram o êxito das
lutas, garantindo a sobrevivência dos grevistas, apesar do desconto dos
salários. As finanças do sindicato devem financiar as lutas da categoria. Cabe
aos trabalhadores definir as suas prioridades. Propomos a criação de um FUNDO DE GREVE suspendendo o pagamento
destinado à CUT/CNTE (em torno de 200 mil reais) e destinando os recursos para
este fim.
CONTRA A
CHAMADA EXTRA!
NENHUM CUSTO A MAIS PARA OS TRABALHADORES!
PROPOSTAS DE
MOBILIZAÇÕES
Propomos a realização de uma Jornada semanal de defesa da educação
pública contra as reformas privatizantes do governo Tarso/Dilma/Banco Mundial. Nessa
semana daremos aula para tratar da luta, realizaremos debates nas escolas sobre
o caráter das reformas educacionais impostas pelos governos, dialogando com
toda a comunidade escolar. Sugerimos a
realização de assembleias populares por região, seminários, apresentações de filmes, teatros, músicas,
culminando com ações de luta direta: ocupação das praças, trancaços de ruas,
passeatas, entre outras ações, visando conscientizar sobre o sucateamento da
educação pública construindo pela base a resistência contra os desmandos dos governos. (Panfleto distribuído na assembleia geral no dia 23/08/2013)
17 de ago. de 2013
A DIREÇÃO DO CPERS NA DEFESA DAS FINANÇAS DAS ORGANIZAÇÕES GOVERNISTAS DA CUT E CNTE
No
Conselho Geral do CPERS do dia 16/08, mais uma vez o PSTU representando a
Direção defendeu que fosse levado para a assembleia do dia 23/08 a proposta de
CHAMADA EXTRA. Nós da Construção pela Base nos posicionamos contra e propomos
como alternativa a essa proposta que onera o bolso da categoria e deixa ileso o
bolso da burocracia sindical, defendemos a criação de um FUNDO DE GREVE a partir
das finanças (R$ 200 mil reais) que hoje são enviadas mensalmente a CUT e a
CNTE (organizações governistas), destinando estas aos trabalhadores e suas
lutas, como ação concreta para dialogar com a categoria na construção da greve,
tendo em vista que o governo Tarso do PT ameaça todas as nossas mobilizações
(greves e paralisações) com desconto de salário, fator que intimida e
desmobiliza a categoria.
O
PSTU em nome da direção utilizou argumento esdrúxulo dizendo que propor o FUNDO DE GREVE E SER CONTRA A CHAMADA
EXTRA, é ser “oportunista” é ser contra a construção da "unidade"
para a greve. Os demagogos oportunistas
utilizam os mais diversos disfarces para se camuflar de revolucionários, o que
eles não dizem é que a tal "UNIDADE" que eles defendem é com a
CUT/CNTE governista que trai as lutas, desmonta greves, que defende o Plano
Nacional de Educação, que defende o desmonte do nosso Plano de Carreira e todas
as políticas do governo Tarso/Dilma/Banco Mundial de desmonte da educação
Pública.
A
burocracia sindical do CPERS/CUT/CNTE se apropria e utiliza o dinheiro que
mensalmente os trabalhadores investem no sindicato, que deveria ser utilizado
para dar aporte financeiro caso estes venham sofrer com descontos nos salários,
mas ao contrário a direção mantém firmemente a manutenção de seus privilégios e
de seus aliados governistas (CUT/CNTE). A classe só será vitoriosa se derrotar
a burocracia sindical e o governo juntos. Essa “unidade” é que tem derrotado a
categoria nas suas lutas.
Qual
a possibilidade de vitória da categoria se a direção do CPERS prioriza a defesa
do bolso da burocracia em prejuízo das finanças dos trabalhadores, que prioriza
os seus cargos e privilégios em detrimento da classe, que prioriza a
"UNIDADE GOVERNISTA" a custa da entrega de nossos direitos?
É preciso construir um novo tipo de greve que deve
estar alicerçada nos comandos de base, que conte com um FUNDO DE GREVE, com novos
métodos de lutas, a partir da criação de comissões de mobilização por escolas e
regionais, debatendo novas formas de mobilizações tais como: formação da
comunidade escolar através de seminários locais e regionais, assembleias,
ocupações das escolas, praças e ruas utilizando esses espaços públicos para construir
a resistência contra nossos opressores e seus comparsas.
É
preciso construir uma nova direção revolucionária para nosso sindicato, unificar
todos os trabalhadores que querem lutar e entendem que só daremos um rumo
consequente as nossas lutas se derrotarmos os governos e suas burocracias
sindicais. Enquanto o movimento sindical tiver sendo dirigido pela burocracia
amargaremos derrotas, pois esses são nossos inimigos na trincheira.
28 de jul. de 2013
A DIREÇÃO DO CPERS FAZ UMA POLÍTICA DE “FAZ DE CONTA” QUE CONSTRÓI A GREVE CONTRA TARSO.
A direção do CPERS, por mais que
diga querer construir a greve, não passa de uma mentira, pois durante o recesso
escolar boicotou as deliberações tiradas em assembleia. Na última, que ocorreu
no dia 12 de julho, destacamos a importância de termos um eixo para as nossas
mobilizações, o que não excluiria a nossa pauta de reivindicações. Então propusemos
as seguintes palavras de ordem como centrais: pagamento imediato do piso salarial nacional; defesa dos planos de
carreiras; pelo fim da reforma do ensino médio politécnico! Além disso,
propusemos que durante o recesso escolar o CPERS construísse e realizasse
grandes atos de rua em defesa da educação pública, conjuntamente com a
comunidade escolar, nos dias 18 e 25/07, buscando unificar nossa luta com os
atos da juventude pelo passe livre e com outras categorias de trabalhadores,
considerando que o nosso sindicato tem condições de mobilizar e de colocar na
rua mais de 20mil educadores e comunidade escolar.
No entanto, a prática
antidemocrática e burocrática do sindicalismo de cúpula da direção, que
desrespeita as instâncias de nosso sindicato e impõe o imobilismo à categoria,
tem sido a marca registrada da direção. A mesma vem rotineiramente boicotando as
propostas aprovadas em assembleia geral, que não sejam aquelas apresentadas por
suas correntes. As últimas resoluções encaminhadas para os núcleos, que
deveriam conter todas as propostas aprovadas na assembleia, eliminaram as propostas
apresentadas pela nossa oposição, assim como ocorreu no congresso. Os grandes
atos de rua não ocorreram. As campanhas de mídia também não; nem se quer uma
singela colagem de cartazes com os eixos aprovados em assembleia foi realizado.
Tudo para não dar um norte para a mobilização ocorrer concretamente.
A tal “unidade” pra lutar que a
direção propaga aos quatro ventos, na realidade, só serve pra boicotar a luta.
Não passa de uma “unidade burocrática” que demonstra claramente que a direção
não tem a intenção de se enfrentar com o governo Tarso e joga no imobilismo
para esfriar o ânimo da categoria, apesar de fazer um discurso pseudo-combativo.
Mas como a “prática é o critério da verdade”, podemos constatar que a prática
de luta da direção do CPERS contra o governo Tarso é um grande “faz de conta”.
Nesse sentido, só podemos contar com
nossa força independente da direção, construir alternativas de lutas, a partir
de comissões de mobilização por escolas e regionais, debatendo novos métodos de
enfrentamento contra o governo, tais como: atividades nas escolas debatendo as nossas
demandas, ocupar os espaços públicos como as praças, as ruas, as escolas, utilizando
como espaço de diálogo permanente com a comunidade escolar e outros setores. É
preciso construir um novo tipo de greve que deve estar alicerçada e comandada
pela base. E esta só poderá surgir com a unidade dos que querem lutar contra a
burocracia sindical, que é quem entrega nossas lutas. Nesse sentido fizemos um
chamamento à construção de uma nova direção revolucionária e classista para o
nosso sindicato.
19 de jul. de 2013
BALANÇO DA ASSEMBLEIA GERAL DE 12 DE JULHO: A DIREÇÃO DO CPERS QUER CONSTRUIR GREVE?
A assembleia geral do CPERS de 12 de
julho foi novamente patrolada pela direção, relembrando o Congresso de Bento
Gonçalves. Ainda que as correntes da direção façam uma análise correta sobre a
necessidade de amadurecer as condições para a greve, pela forma como conduziram
a assembleia ficou claro que não pretendem construir estas condições na
prática. Não houve um real debate para a construção de uma greve e um verdadeiro
desprezo pelas novas propostas.
Ao invés de procurar manter a categoria
mobilizada pelas assembleias gerais (já que é a única forma que consegue
mobilizá-la atualmente), jogou a próxima para a última quinzena de agosto, sem
sequer apontar uma data. Em relação às reivindicações para o movimento grevista,
nos foi apresentado uma carta distracionista contendo inúmeras questões que
servem para desviar o foco de um eixo central que sirva como força
mobilizadora. Por isso, durante a assembleia, destacamos a necessidade de ser
claro em relação aos eixos e propusemos as seguintes palavras de ordem: pagamento imediato do piso salarial
nacional; defesa dos planos de carreiras; pelo fim da reforma do ensino médio
politécnico! Estas propostas de mobilizações apresentadas pela nossa
oposição foram acatadas atropeladamente pela mesa, sem nenhum tipo de debate,
no velho método “acatar para conter”. Mesmo acatada pela direção sem
contestação, foram sumariamente excluídas das resoluções que foram encaminhadas
para os núcleos, e destes para a base.
Sabendo que não haveria intenção da
direção em construir realmente a greve – dado todo o seu histórico de
capitulação e manobras–, propusemos que o CPERS realizasse grandes atos de rua
em defesa da educação pública, conjuntamente à comunidade escolar, durante o
recesso escolar (sugerimos os dias 18/07 e 25/07), continuando depois do
recesso, unificando nossas lutas com os atos da juventude contra o aumento das
passagens e outras categorias de trabalhadores. Novamente o encaminhamento da
proposta foi feito de forma totalmente atravessada pela direção, sendo apenas lido
o papel, sem direito a debate e jogado para os últimos pontos. Novamente não
encontramos nenhuma menção destes atos de rua nas resoluções enviadas pelos
núcleos mesmo tendo sido “acatados pela direção”. Ou seja, é um novo golpe
contra a base da categoria que demonstra que a sua intenção de “incentivar a categoria a participar dos
atos de massa” é uma farsa!
Também como parte da construção da
greve, propusemos discutir com a comunidade escolar a possibilidade de
ocupações em escolas centrais, que deveriam constituir-se como espaço de
assembleias permanentes, mobilizando estudantes, pais, professores e
funcionários. Sugerimos as escolas pólos de cada região; em Porto Alegre foi
citado Julinho, IE e Protásio. No entanto, novamente a patrola da direção
encaminhou a proposta de qualquer jeito para não criar a possibilidade real de
nenhuma luta concreta e a “acatou” para não fazer nada por ela. Com este tipo
de método de que forma poderemos canalizar as lutas da juventude para
fortalecer a luta da nossa categoria? Todas as análises inflamadas da
burocracia sindical dirigente da “nova” situação política do país, desencadeada
pelos protestos da juventude, resumiram-se à “velha” política de “exigir
negociação com o governo Tarso”. Esta etapa já foi vencida! O governo Tarso
demonstrou que não negocia com ninguém e só é capaz de demagogia (vide a
resposta do governo ao Bloco de Lutas pelo Transporte Público, em que afirma
pagar o Piso aos educadores). Tarso não negociará enquanto não estiver a ponto
de perder “os anéis e os dedos”; esta é a lição de 3 anos de governo. Requentar
uma velha política para um novo momento só pode ser uma deboche com a nossa
categoria. Agora é o momento de mobilizar a comunidade escolar, que está
enraivecida com a Reforma do Ensino Médio Politécnico, para colocar o governo
contra a parede e derrotar este projeto do Banco Mundial.
Enquanto as novas propostas eram
encaminhadas de qualquer jeito, havia toda a liberdade para a Articulação
Sindical subir ao palco para “declarar voto” e confundir a categoria com
discursos demagógicos e reacionários, ao que se seguia outra intervenção da
direção estadual para defender-se, não só aprofundando a confusão, como também apresentando
novos argumentos demagógicos. O debate sobre a questão dos contratados foi
deprimente. A direção do CPERS propõe que os contratados sejam regidos pela
CLT. Isto é, dão um presente ao governo, que pretende manter a categoria
dividida e acuada para não realizar greve nenhuma. Oficializar a CLT aos
contratados significa legalizar a divisão da categoria por proposta do próprio
sindicato! Já a Articulação Sindical (PT) declarou-se contrária a isso,
propondo que a categoria fosse proibida de discutir qualquer política para os
contratados. Ou seja, pretendeu colocar uma mordaça burocrática para deixar
este grande setor de nossa categoria sem nenhuma política. Nos abstivemos nesta
votação porque as duas propostas são reacionárias! Defendemos que a única
política coerente e classista para resolver este impasse é a efetivação dos
atuais contratados após três anos de exercício efetivo na profissão, e que as
novas admissões de trabalhadores sejam feitas somente por concurso público. É
preciso, também, lutar pela extensão dos planos de carreira para os
contratados, porque devemos ter um só regime de trabalho para uma só categoria!
No final do ato a direção do CPERS levou
os educadores presentes na assembleia para a frente do Palácio Piratini para
tentar uma nova audiência com o governo. Enquanto isso, o Bloco de Lutas
ocupava a câmara de vereadores. A direção do CPERS, após ter votado uma moção
de apoio a esta ocupação, sequer foi capaz de levar a categoria até a câmara
para prestar solidariedade real, e não apenas verbal. Até o presente momento
também não fez nenhuma orientação concreta aos seus filiados para que
participem destas mobilizações. Enquanto tem esta prática frente as lutas
concretas, faz uma saudação à bandeira no último Sineta (Junho-Julho de 2013): “que o CPERS não poupe esforços para apoiar
e fortalecer as mobilizações em curso”. Que bela maneira de “não poupar
esforços”! A sua política de apoio é, na verdade e como sempre, um grande faz
de conta!
Frente a tudo isto só podemos alertar a
categoria sobre a vacilação inevitável da atual direção em relação a proposta
de greve. Com esta direção não podemos esperar uma greve sem percalços. Nos
preocupa a posição de muitas correntes “independentes” que expressam profundas
ilusões em relação à burocracia sindical dirigente. É preciso que se diga: para
fazê-la ir adiante é só com a pressão candente da base; esta é a única
linguagem que entende! Um novo tipo de greve, mais consequente e firme, só
poderá surgir com uma nova direção revolucionária.
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