25 de mai. de 2015

UNIR OS TRABALHADORES E LUTAR CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS PROTAGONIZADA PELOS GOVERNOS: DILMA (PT), SARTORI (PMDB) E DA DIREITA!


   O governo Dilma (PT) continua passando os custos da crise capitalista para os ombros dos trabalhadores através da aprovação do seu ajuste fiscal (MPs 664, 665, PL 4330, corte de R$ 70 bilhões do orçamento público, dentre outros) no reacionário Congresso Nacional. A direita (PSDB/Dem/SDD/fascismo/grande mídia), surfando no desgaste do governo, quer aplicar todo o seu plano de ajuste fiscal e não encontra resistência por parte do governo, que tem, no fundo, os mesmos interesses. Junto com os ataques aos direitos trabalhistas acompanhamos um show de demagogia política para enganar o povo: PT e PCdoB votaram contra a PL 4330; PSDB e Solidariedade (dentre outros) votaram contra as MPs 664, 665. Tudo não passou de um grande jogo de cena. Todos estes partidos sabiam que os projetos e medidas do ajuste fiscal passariam de qualquer maneira, porque o Congresso Nacional é dominado por máfias burguesas corruptas.
   Os trabalhadores se mobilizam em diversos estados e municípios, porém são traídos em suas lutas, porque não contam com direções políticas e sindicais capazes de resistir séria e coerentemente a estes ataques. CUT e Força Sindical fingem defender os trabalhadores, mas sustentam os ataques de um lado ou do outro. Todas as centrais sindicais, bem como os principais sindicatos do país estão sob controle de burocracias sindicais aliadas aos governos e aos patrões, de costas para as suas bases de representação. O CPERS insere-se nesta lamentável realidade!
   A atual direção, ligada majoritariamente ao PT (Art Sind, Articulação de Esquerda – CUT; PCdoB – CTB), se elegeu com um discurso de aproximação do CPERS de sua base. Tal como a antiga direção, não apenas não se aproximou da base, como continua se afastando dela e criando um verdadeiro abismo entre ambos. Não poderia ser diferente com uma direção ligada à CUT, PT e PCdoB. Enquanto educadores de diversos estados brasileiros estão em greve, com destaque para SP, PR e SC, o CPERS faz uma caravana fantasma e discute com a base da categoria a Reforma do Ensino Médio Politécnico; para defendê-la, evidentemente! Este descompasso com a conjuntura de lutas não é uma casualidade. A direção cutista do CPERS quer preservar a governabilidade de Sartori, do PMDB, aliado do governo Dilma a nível nacional, para não intensificar a fragilidade do governo federal (o que desmascararia definitivamente a fantasiosa “pátria educadora”). Fala em greve para acalmar e, ao mesmo tempo, assustar a base da categoria.
   Não nos iludamos! Uma greve neste momento deveria estar alicerçada em um trabalho de base que acumulasse forças anteriormente. Não foi isso que a direção do CPERS fez. Andou no sentido inverso: dispersou as poucas forças do CPERS e a sua política governista tem provocado repulsa da base à vida política e sindical. Uma greve dirigida pela direção cutista será sempre vacilante e inconsequente. Não poderá ser vitoriosa pelo seu caráter de classe e os seus compromissos políticos. Somente a categoria organizada por local de trabalho e em uma oposição à burocracia, tendo uma ação consciente e organizada, poderá pressionar a direção, retomar os rumos do sindicato e impulsionar as lutas em movimentos e greves vitoriosas.
   Não podemos desanimar! É preciso reconstruir a independência de classe, pedra por pedra. É necessário impulsionar atos em conjunto com outros setores do funcionalismo público do Estado; inclusive com os funcionários públicos municipais de Porto Alegre, Novo Hamburgo e São Leopoldo. Ignorar estes movimentos e não construir mobilizações conjuntas é mais um crime político da direção do CPERS. Como é do seu feitio, deixará muito tempo passar até tomar a decisão de fazer alguma coisa. Precisamos, antes de qualquer greve, uma ampla agitação política contra as políticas recessivas do governo Dilma, Sartori e da direita, e de mobilizações conjuntas dos servidores. O CPERS não faz nada disso! Ao contrário: o seu eixo político é a defesa da política do governo Dilma.
   Por isso, é preciso construir e fortalecer uma oposição contra a burocracia sindical. No CPERS, isso significa não compactuar com a política de faz de conta da atual direção, bem como da “oposição de ocasião” das antigas direções do CPERS. Nossa tarefa é rechaçar o seu eixo político pautado no Plano Nacional de Educação (PNE) e afinado com a política do governo Dilma, além da sua adesão aos calendários pelegos da CNTE-CUT e ao servilismo perante o governo federal e estadual. Devemos denunciar os governos e a direita, mas também a burocracia sindical, que é parte desta podre estrutura social que precisamos colocar abaixo. Precisamos construir com os trabalhadores um programa de luta e explicar pacientemente a urgente necessidade de derrotarmos a burocracia sindical do CPERS para que a base organizada possa decidir os rumos da luta e da mobilização dentro da nossa categoria.

ü  CONTRA AS TERCEIRIZAÇÕES (PL 4330 /PL 30) DO GOVERNO DILMA, DIREITA!
ü  CONTRA AS MPs 664 E 665!
ü  CONTRA O PNE PRIVATISTA
ü  CONTRA OS PLANOS DE AUSTERIDADES QUE RETIRAM DIREITOS DOS TRABALHADORES!
ü  CONTRA OS AJUSTES FISCAIS!

ü  CONTRA A BUROCRACIA SINDICAL (DIREÇÃO DO CPERS E CIA) QUE SERVE À CONCILIAÇÃO DE CLASSE!


24 de mai. de 2015

REPUDIAMOS A AÇÃO PATRONAL DO PSOL EM MACAPÁ


        O prefeito de Macapá (AP), Clécio Luis, do PSOL, acionou a justiça do seu estado contra a mobilização de professores e funcionários públicos em greve desde a segunda semana de abril. Tal como os governos do PT e dos diversos partidos burgueses, o PSOL utilizou o mesmo recurso jurídico que os banqueiros, empresários e governantes costumam utilizar contra os grevistas e os seus legítimos métodos de luta.
        Para nós, da Construção pela Base, é inadmissível que um partido que se intitule “socialista” e de “esquerda” intimide os grevistas de Macapá com medidas de criminalização da luta e do legítimo direito de greve. Pior do que isso! Clécio vale-se das mesmas desculpas da “falta de recursos” usada pelos governos Dilma (PT) e Sartori (PMDB) para não pagar o piso aos trabalhadores em educação e não reajustar o salário dos demais funcionários públicos. Não restam dúvidas de que se este partido chegasse ao poder em qualquer outro governo procederia da mesma forma, reclamando das “mãos amarradas pelos poucos recursos” e despejaria novamente o ônus desta falta de recursos nos ombros dos trabalhadores, tal como faz em Macapá.
A direção nacional do PSOL não expulsou o prefeito de suas fileiras e nem sequer o repreendeu. Justificou-se afirmando que “o Brasil atravessa um momento de imposição de ajuste fiscal por Dilma e Levy, que coloca a crise na conta da classe trabalhadora, e isso gera mais dificuldades às gestões dos municípios”. Pelo visto, no que depender do PSOL esta conta será efetivamente passada para as costas dos trabalhadores. Fala na necessidade da manutenção do diálogo com os professores grevistas, mas alertamos que este truque será usado apenas como forma de acalmar os ânimos dos trabalhadores, tal como procederam os governos de frente popular ao longo da História. Ainda na mesma nota, a direção do PSOL cinicamente conclama “a mobilização da população de Macapá contra os efeitos do ajuste fiscal e contra as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal”, ao mesmo tempo em que ameaça os que se mobilizam com a criminalização e a repressão, seja ela física ou jurídica.
        As correntes da “esquerda do PSOL” – muitas das quais existem no CPERS – não exigiram medidas mais drásticas, como a expulsão de Clécio do PSOL, ou elas próprias saírem de um partido que dá provas de sua tendência burguesa. Apenas quiseram votar uma reles moção de apoio aos professores grevista e “exigir” que a prefeitura não rompesse os canais de diálogo com os grevistas (“canais” estes que a própria declaração da direção nacional do partido assumiu).
        Não é a primeira vez que o PSOL dá mostras inaceitáveis de práticas patronais: o PSOL do RS recebeu dinheiro para a sua campanha eleitoral da Gerdau, Zaffari e Taurus; Edmilson Rodrigues (candidato a prefeito pelo PSOL em Belém) recebeu o apoio de Lula e Dilma (PT), além de se reunir com dirigentes do PMDB e ganhar o “caloroso” apoio do PDT de Giovani Queiroz (famoso latifundiário paraense). O próprio Clécio Luis buscou o apoio de José Sarney logo após a sua eleição em 2012. Com este histórico o resultado não poderia ser diferente: se apoiando na justiça burguesa contra a mobilização dos trabalhadores, o PSOL dá mostras inegáveis de que segue exatamente os mesmos passos do PT, uma vez que trilha o catastrófico caminho do eleitoralismo burguês e da estratégia reformista. O desfecho desta ação autoritária contra os trabalhadores de Macapá é o reflexo inevitável de quem afirma ser possível governar para os trabalhadores por dentro das instituições burguesas. É preciso que nenhum trabalhador consciente esqueça destes fatos e sob nenhum ponto de vista os relativize buscando justificativas e desculpas!



2 de mai. de 2015

REPUDIAMOS A VIOLÊNCIA PROTAGONIZADA PELOS GOVERNOS CONTRA OS EDUCADORES DO BRASIL

       Existe uma ofensiva global da burguesia para retirar direitos dos trabalhadores, transferindo para os mesmos os custos das crises econômicas. No Brasil não é diferente. Os governos (estaduais e federal), para pagar as dívidas com os especuladores internacionais (Banco mundial, BIRD e outros), estão protagonizando um verdadeiro terrorismo de Estado. No dia 29/04 os trabalhadores do Paraná, que defendiam seus direitos previdenciários contra projeto do governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa, foram impedidos violentamente de participar da plenária que votou tal projeto e atacados brutalmente com gás lacrimogêneo, franco atiradores, bombas (inclusive lançadas e helicóptero), balas de borrachas e cães. Essa selvageria covarde e premeditada deixou um saldo de mais de 200 pessoas feridas pela Polícia Militar do governador aprendiz de fascista (algumas com risco de vida).
         A previdência dos servidores do Paraná é composta de três fundos: Militar, Financeiro e Previdenciário. O projeto de lei do governo Beto Richa (PSDB) muda o custeio da previdência (transferindo 33.556 servidores com 73 anos ou mais, do Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário). Isso ataca os direitos dos trabalhadores, já que o Fundo Financeiro é bancado pelo governo estadual e o Previdenciário é composto por contribuições dos servidores. Com essa mudança da fonte de custeio, a administração economizará mensalmente R$ 125 milhões. O sindicato dos servidores argumenta que isso comprometeria as finanças da Paraná Previdência, ou seja, a previdência dos servidores. Com o tempo, a instituição teria mais a pagar do que a receber.
        Repudiamos essa violência covarde do governo Beto Richa. A repressão aos movimentos sociais é a prática comum de todos os governos e partidos (PSDB, PP, DEM, PT, PMDB, PDT e outros). Todos esses partidos estão aplicando planos de retirada de direitos, valendo-se para isso da mais brutal repressão. As polícias militares servem para proteger o Estado burguês, seus planos de arrocho, e não vacilam em massacrar trabalhadores. Esse é o funcionamento normal do capitalismo: defesa das elites e arrocho para os trabalhadores. A democracia burguesa é uma máscara que encobre a extrema exploração do trabalho através da violência, independentemente de qual partido governe. Metade do orçamento público anual vai para o pagamento das dívidas com os especuladores internacionais em detrimento da educação, saúde, moradia e transporte.
        Nas manifestações de junho de 2013, os governos de todos os Estados, sem exceção, reprimiram duramente os trabalhadores, com o argumento fajuto de combater “o vandalismo”, que foi organizado por eles mesmos. Valeram-se de todo o seu aparato: Serviços de Informação, Polícias Militares e seu armamento (munição, balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo) contra os manifestantes. Nas greves das obras do PAC, o governo federal usou a força nacional de segurança para reprimir os trabalhadores, com prisões, mortes e sumiço de manifestantes. Agora, no Paraná, vimos isto se repetir. Também em Goiânia, no dia 23/04, os professores do município foram duramente reprimidos, recebidos a paulada, chutes e socos pela guarda civil metropolitana do prefeito Paulo Garcia (PT).
        A CNTE governista (ligada à CUT) chamou uma paralisação nacional para o dia 30/04, exigindo o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação do Banco Mundial e do governo Dilma. Faz coro com a propaganda do Ministério de Educação, que exige que os Estados e Municípios agilizem a conclusão de seus Planos Estadual e Municipal de Educação. O governo Dilma tenciona os Estados para cumprir à risca o cronograma imposto pelo Banco Mundial. Pretende garantir o pagamento em dia dos juros das dividas para com os especuladores internacionais (Banco Mundial, BIRD e outros). Para estes é um negócio da “China”, pois os seus planos, ao reduzirem o custo com a educação, ajudam a garantir o pagamento em dia dos juros das dívidas. Para os especuladores internacionais tudo; para os trabalhadores, pancadaria e retirada de direitos.
        A burocracia sindical (CUT, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Força Sindical e outras) e os sindicatos que dizem defender os trabalhadores, nada fazem concretamente contra os ataques aos direitos e a repressão aos trabalhadores. A direção do CPERS faz “festinha” no Conselho Geral, ao invés de organizar a luta para responder a esses ataques. Necessitamos construir a resistência a partir dos locais de trabalho, unificando nossas lutas contra os ataques dos governos e da direita. Contudo, temos que contar com nossas próprias forças, não alimentar ilusões nas direções sindicais burocratizadas e a serviço da conciliação de classes.
        Necessitamos organizar a nossa autodefesa e construir o Partido Revolucionário, na perspectiva da luta pelo socialismo, única forma de acabar definitivamente com os ataques violentos aos nossos direitos. Neste momento, diante da selvageria do governo Beto Richa, defendemos que seja organizada uma Paralisação Nacional, e que tomemos as ruas em passeatas e atos públicos em repúdio a essa violência, bem como, a violência dos demais governos. É uma luta também contra os Planos de arrocho, os cortes de verbas públicas do governo Dilma e demais governos estaduais, contra o Plano Nacional de Educação privatista do Banco Mundial, que determina alteração dos Planos de Carreira (corte de direitos, tais como: licença prêmio, saúde, cuidar de familiar, nojo, gala, difícil acesso, uni docência, promoções e outros); contra a imposição da meritocracia com objetivo de demitir trabalhadores concursados; contra as terceirizações, precarizando e explorando mais os trabalhadores (aumento da jornada sem pagamento de horas extras, baixos salários e outros); ataque à previdência; reforma trabalhista, que visa flexibilizar os direitos trabalhistas.


23 de abr. de 2015

PARALISAR CONTRA OS ATAQUES DOS GOVERNOS SARTORI, DILMA E DA DIREITA

Estamos assistindo um movimento da direita pró-imperialista estadunidense (PSDB, DEM, Solidariedade, o fascismo, a grande mídia) pelo impeachment do governo Dilma. O possível golpe é contra os movimentos sociais e a esquerda. A direita usa a bandeira da “luta contra a corrupção” para angariar apoio popular, mas na verdade quer o poder para acelerar o programa de “ajustes” contra os trabalhadores: PL 4330, MPs 664 e 665, tarifaços, arrocho salarial, privatizações, etc. Quanto mais a direita grita, mais o governo Dilma se apressa em aplicá-los. Estão juntos contra os trabalhadores. Estes mesmos planos perversos estão sendo aplicados na Europa e, em particular, na Grécia; na América Latina: Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile; e em muitos outros lugares. Tudo para salvar o grande capital da crise econômica à custa dos nossos direitos.
O governo Dilma não está lutando contra o golpe. Está ajudando a promovê-lo contra si mesmo. Inicialmente, entregou a política econômica aos bancos, através de Joaquim Levy, e, agora, entregou o poder político aos prováveis golpistas de amanhã, o PMDB, dando de mãos beijadas a coordenação política a Michel Temer. Isso “assanha” ainda mais a direita. Mesmo a sua suposta “luta contra” o PL 4330 é vacilante: o PT votou contra o texto básico do PL 4330, mas Dilma enviou Joaquim Levy ao Congresso para apoiar dito projeto. A CUT “ajudou a convocar” a paralisação nacional do dia 15/04, mas negocia mudanças no PL 4330 com o Congresso reacionário. É preciso derrotá-lo e rechaçá-lo em seu conjunto! Os direitos dos trabalhadores não se negociam! O governismo tenta usar o movimento dos trabalhadores como moeda de troca para amansar o Congresso Nacional e a direita.
Aqui no Estado a realidade não é diferente. Os ataques contra os trabalhadores continuam no governo Sartori (PMDB) através da sua política permanente de contratos emergenciais que precarizam o trabalho. Frente a isso a direção do CPERS nada faz; ao contrário: apoiaram as demissões dos 1000 professores contratados no final de 2014 feitas pelo governo Tarso e mantidas pelo governo Sartori. A direção do CPERS se opôs a lutar pela reintegração destes trabalhadores, além de se calar frente à recente abertura de novos contratos emergenciais pela SEDUC.
O governo Sartori, em sintonia com as políticas nacionais, ameaça os servidores com atraso e corte de salários, numa tentativa de impedir as campanhas salariais no funcionalismo público, mas em contra partida decreta um pacote de corte de 21% em todas as secretarias do Estado, economizando R$1,7 bilhões para garantir o pagamento dos juros das dívidas aos banqueiros especuladores internacionais. Além de dar continuidade ao calote do piso, ameaçar com enturmação para reduzir ainda mais os recursos humanos nas escolas, patrola a pouca autonomia pedagógica, impede as licenças prêmios dos professores convocados prestes a se aposentar, negando os direitos dos trabalhadores, e, também, divulga que vai mudar a aposentadoria dos servidores públicos estaduais. Somos contra todos esses ataques. Enquanto isso a direção do CPERS só fala em negociar e dialogar com esse governo sem a mobilização da base, e os trabalhadores que procuram o sindicato para defender seus direitos ficam largados a própria sorte.
Hoje a direção do CPERS demagogicamente “exige” o “pagamento do Piso no Plano de Carreira”, mas durante o governo Tarso defendeu a destruição deste plano. Além disso, junto com a CUT/CNTE defendem o PNE, que autoriza a destruição dos planos de carreiras. Em seu material, a burocracia cutista afirma que ao governo Tarso faltou “apenas” 34% de reposição salarial para pagar o Piso”. Se fosse honesta, deveria dizer que o governo Tarso deu calote nos educadores, não pagou o Piso porque não conseguiu destruir totalmente os Planos de Carreira.
Defendemos a participação nesta paralisação estadual porque é essencial resistir aos ataques dos governos e da direita. Contudo, não devemos alimentar ilusões em relação à direção do CPERS, CUT, CTB, CSP-Conlutas, etc. É preciso conscientizar os trabalhadores para superá-las! É preciso construir organizações por local de trabalho, fortalecer a oposição à burocracia sindical, denunciar suas traições, trabalhar por unificar as lutas sem o estorvo das direções burocráticas, criar a autodefesa e construir o partido revolucionário, na perspectiva da luta pelo socialismo, única forma de acabar definitivamente com os ataques aos nossos direitos.

ü CONTRA O PL 4330/04! CONTRA AS TERCEIRIZAÇÕES!
ü PELO PAGAMENTO DO PISO DENTRO DOS PLANOS DE CARREIRAS!
ü CONTRA O PNE PRIVATISTA DO GOVERNO DILMA/ SARTORI E DO BANCO MUNDIAL!
ü CONTRA AS MPs 664 e 665!
ü CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO DILMA, SARTORI E DA DIREITA (PSDB/DEM/SOLIDARIEDADE/FASCISMO)!
ü PELA DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES!
ü CONTRA A BUROCRACIA SINDICAL!


14 de abr. de 2015

CONTRA OS ATAQUES (PL 4330, MPs 664, 665) DO GOVERNO DILMA, SARTORI E DA DIREITA

A conta da crise capitalista está sendo repassada para os trabalhadores. Estamos sendo atacados duramente. A política da burguesia é intensificar os planos de ajuste: as MPs 664 e 665 retiram direitos dos desempregados e viúvas, restringindo o pagamento das pensões por mortes, do PIS e do seguro desemprego. E pra completar o cenário, o PL 4330 prevê a terceirização para todos os trabalhadores. Isso significa a intensificação da precarização do trabalho, (maiores jornadas, menores salários, fim das conquistas sociais, como os planos de carreira). Seria também o fim dos concursos públicos e consequentemente o fim do funcionalismo público, visto que os trabalhadores efetivos poderão ser substituídos por trabalhadores em condições mais precárias, ganhando menos que um trabalhador efetivo e com redução dos direitos trabalhistas. São as mesmas medidas draconianas que estão sendo aplicadas na Europa e, em particular, na Grécia. Tudo para salvar o grande capital da crise econômica à custa dos nossos direitos.
Dilma (PT) e Sartori (PMDB) estão ombro a ombro aplicando os projetos de austeridade contra os trabalhadores. Nunca houve uma unidade tão grande entre PT e PMDB no RS. O PT e a CUT fazem momentaneamente uma demagogia contra o PL 4330. A CUT formalmente ajudou a convocar esta paralisação nacional do dia 15.04, mas não está convocando os trabalhadores. Nas suas costas, pretende negociar mudanças no PL 4330 com este congresso reacionário. Esse Projeto de Lei é inegociável. É preciso derrotá-lo e rechaçá-lo em seu conjunto! Os direitos dos trabalhadores não se negociam! O governismo tentará usar o movimento dos trabalhadores como moeda de troca para amansar o Congresso Nacional e a direita.
Ainda que haja uma voraz ofensiva por parte da grande burguesia contra o governo, eles só estão divididos na disputa pelo poder. O governo Dilma (PT, PMDB, PP, CUT, MST, UNE e afins) e o outro bloco da direita (PSDB, DEM, Solidariedade e o fascismo) estão unidos na defesa dos “planos de ajuste” e em todos os pacotes de maldades contra o povo: tarifaços, privatizações, cortes dos direitos trabalhistas, previdenciários, nos salários dos aposentados, na saúde, educação, contra a Petrobrás e, também, na imposição das terceirizações através do PL 4330 (apesar de diferenças pontuais e da suposta “defesa” dos trabalhadores por parte de parlamentares do PT). O grosso da base parlamentar do governo Dilma votou a favor do projeto. O próprio ministro Joaquim Levy foi ao Congresso apoiar essa lei e negociar para que a receita não diminua. Não só o PMDB de Cunha e Temer (que agora dirige a articulação política do Planalto no Congresso), mas também o PDT, que controla o Ministério do Trabalho, e um deputado do PC do B, apoiaram o projeto, que obviamente teve o apoio também da oposição de direita, liderada por Aécio Neves.  
É o maior ataque aos direitos trabalhistas em muito tempo. Caso sejam implementados, os trabalhadores serão levados a uma nova escravidão. Precisamos dar uma resposta à altura dos ataques em curso, antes que seja tarde.  Infelizmente os trabalhadores não contam com qualquer organização política que represente os seus interesses de classe. Os sindicatos são dirigidos pela burocracia sindical, que serve aos patrões e é conivente com essas medidas. As organizações ditas de esquerda (CSP-CONLUTAS/PSTU, INTERSINDICAL/PSOL, entre outros) também não mobilizaram as bases das categorias para o dia 15/04, fazendo a política do “faz de conta”, mais pelos dividendos eleitorais e políticos do que pela luta efetiva.
 Numa conjuntura de ataques como esta, cabe aos trabalhadores a defesa dos seus direitos, independente das suas direções e mesmo contra elas, se for preciso. Defendemos a participação nesta paralisação nacional, porque é essencial resistir a esses ataques. Não devemos alimentar ilusões em relação à CUT, CTB, CSP-Conlutas, etc. É preciso conscientizar os trabalhadores para superá-las. Devemos construir organizações por local de trabalho, fortalecer a oposição à burocracia sindical, denunciar suas traições, trabalhar por unificar as lutas, sem o estorvo das direções burocráticas, criar a autodefesa e construir o partido revolucionário, na perspectiva da luta pelo socialismo, única forma de acabar definitivamente com os ataques aos nossos direitos.

ü CONTRA O PL 4330/04! CONTRA AS TERCEIRIZAÇÕES!
ü CONTRA AS MPs 664 e 665!
ü CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO DILMA, SARTORI E DA DIREITA (PSDB/DEM/SOLIDARIEDADE/FASCISMO)!
ü PELA DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES!